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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pensassonhos Reborn: Magazine já! Legalize!



Eaí caças-polêmicas de plantão! Tenho um artigo Pensassonhado para vocês, filhos das boas mães de gordas mamas brasileiras! É com prazer que anuncio o retorno do meu blog, que agora virá com muito mais força de impacto! Vai aqui uma boa confirmação de fatos: hoje é o dia da legalização da maconha.

E O QUE ISSO TEM A VER COM A REVOLUÇ@O?

Tudo! A vontade do povo requer resposta positiva. Fisicamente somos maioria. TEMOS CONSCIÊNCIA GLOBAL! Somos uma civilização! E temos direito à nossos hábitos, felicidades, pois precisamos viver.

Gostaria de comunicar aos hipócritas pseudocaretas e suas pulgas que renuncio ao preconceito, e não aceitarei ser alvo de um! Sim, senhoras, senhores e reticências! Não estigmatizem meus hábitos canábicos! Tem gente com hemorróida por aí, isso sim é problema! Existem idiotices e DST's!

...

Ufa! Agora vou falar do blog. Este blog vai tornar-se uma magazine, entenderam? Vou variar o conteúdo fodásticamente. Vai ter de tudo, menos pinto de borracha. Mas essencialmente assuntos que podem mudar a porra do mundo. Filosofia, artes em geral, ciência, a verdadeira espiritualidade, sem religião, sem estigmas, sem preconceitos, sem falta de sacanagem, sem leis! Sem cegueira, mas uma observação limpa e conectiva em relação à realidade!

Ufa. Enfim, vou voltar aqui em breve. Poesia, música e trocadalhos do carilho. Tipo, transmimento de pensassão, hehe.

Legalizem agora, jah!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Olá, alguém aí? Parte 2.


Para ver a primeira parte, basta descer até o post anterior. 

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Parágrafo Único: Tentativa adolescente? Verdade, este é outro fator determinante na escultura da obra: em minha atual idade, sou considerado “adolescente”. Aí já viu. Adolescente... Uma criatura infame do mundo inferior – curioso, irresoluto, efêmero. Com a enorme tarefa de viver o tão desejado aqui e agora sem deixar de planejar o futuro. Enfim, um ser incompleto caminhando para ser... Caminhando para Ser (ponto).
Artigo 7º - Portanto, o fato é que com esta obra (Ó dó de ti) quero te levar a tentar e tentar comigo – que tentar é uma tentação... Verás. Mas tentar o que? Tentar crescer como ser humano, tentar alcançar entendimento e inspiração. Tentaremos juntos voar por sobre muralhas e sairmos da caverna da alienação. Verás.
Artigo 8º - Palavra de réu: nego a acusação de jogar palavras ao vento. Não, eu não jogo palavras ao vento. Eu elevo meus pensassonhos aos ventos e eles voam (para isso as asas). Pois não sou um ditador das palavras tampouco de suas interpretações, portanto lhe concedo a liberdade de tomá-las e colocá-las na forma que mais desejares, e se apropriar delas para que estas façam parte de sua vida (que, como a minha, não tem sentido predefinido). Quero fazer de minha vida e de minha obra um patrimônio comum de todos.
Artigo 9º - Autoria? Bem, se sou autor é por que fui eu quem (perdão pela palavra) vomitei isso aqui. Mas acaba nisso. A autoria é minha, mas o vômito em si não. Veio de mim, mas com graça vos dou – aprendi a compartilhar. Universalizo-me, eu que já sou cidadão cosmopolita. O conhecimento e a inspiração são de todos (se já disse, repito). Eu? Eu sou apenas um glóbulo nessa veia.
Artigo 10º - Pensassonhos por quê? Explico. Pensassonho é um fluido que toma a forma do recipiente que o guarda. Pensassonho não é exatamente um conceito firme, mas uma brincadeira de palavras que procura nos trazer simples ideias: pensassonhar, em suma, é o ato de poder pensar, de maneira fluida, própria e livre (livre de preconceitos e ideias criadas pelo capitalismo selvagem, pela mídia manipuladora, pela publicidade canibal etc.), libertando assim a inteligência e os talentos naturais para que estes possam ser usados na conquista dos sonhos e da felicidade.
Artigo 11º - A interpretação, claro. É fato que cada partícula deste livro guarda uma mensagem, mas não se sabe quantas mensagens cabem nas partículas. Certos poemas são inscritos em rocha, outras palavras podem estar escritas em nebulosas, vai saber. Fiz assim para que haja uma relação mentalmente sexual entre tu e este livro. Desta forma, não apenas a obra preencher-te-á, como tu preencherás a obra. Ao tentar interpretar esses hieróglifos, entenderás que certas vezes a mensagem é óbvia, e noutras circunstâncias a mensagem será criptografada. Assim, gerar-se-á confusão e daí nascerá o caos e então virão questões. O caos se encarrega de gerar. E a questão é a gênese do conhecimento.
Artigo 12º - E fiz assim (siga em frente) para criar um espécime de quebra-cabeças, com partes móveis e interligadas, as quais você certamente vai apalpar e remontar e colocar sob outros ângulos. Isto não é uma bíblia publicitária, mas um pequeno livreto de filosofia primordial, ou de simples observação. Este livro foi feito para ser visto de diversos ângulos, sob o olhar de diversos observadores, através de lentes multifocais. 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olá, alguém aí? Parte 1.

Os primeiros seis artigos do primeiro capítulo de Pensassonhos. Enjoy!


Olá! Alguém aí? Por favor, atenção.
Artigo 1º - Este é meu ponto de partida e partindo daqui encontrarei meus rumos. Esta obra é meu primeiro esboço, meu rabisco, meu aprendizado, meu prólogo. Estas palavras todas são células tronco que se desenvolverão em tecido poético - filosófico - psicológico – científico etc., ou textos esparsos - contemplativos - inspirados - prosados - prostrados - propostos - indefiníveis. Acima de tudo, no princípio havia liberdade.
Artigo 2º - Este livro é meio esfumaçado em certos pontos e sólido em outros. Não espere aqui encontrar o sumo bem ou mandamentos concretos ou autoajuda. Tentei, com essas palavras, construir uma estrada em direção ao conhecimento (sobre mim e o resto), ou um caminho para que eu pudesse me expressar (sim, isso sim). Mas perdoai-me, pois sou náufrago de primeiro mar. Fiz o que minha vã filosofia permitiu. Assim eu humildemente lhe ofereço minhas entranhas, minhas quimeras mais intrínsecas, minhas tentativas e falhas.
Artigo 3º - Peço que sejas crítico, reflexivo. Não aceite facilmente minhas palavras. Deguste-as e as ponha sob um olhar de juiz. Critique-me, que tua crítica faz-me crescer. E faça o mesmo com tudo que te cerca.
Artigo 4º - Fique claro (haja luz): este livro não é estável. É como a vida. Escrevi como quem faz planos já sabendo que algum imprevisto pode sim ocorrer, talvez um flash, um big bang, um sequestro relâmpago, o tal do big crunch[1], sei lá. Escrevi como quem sonha (por amar um bom escapismo), contudo mantendo a noção da complexa realidade da existência (afinal, como poderia eu me desprender da existência?).  Escrevi conforme meus pulsares[2], ou conforme minhas frequências ultrassônicas inconstantes. E acrescento a essa receita uma quantidade enorme de: Eu. Egoísmo? Não, apenas a necessidade quase fisiológica de me expressar senão ai de mim.
Artigo 5º - Não te incomodes, Oh Intelectual, Oh Ser Super Súpero Supremo Altivo, se fiz desta obra, em certos momentos, uma coisa um tanto simplória. É que o simples é mais direto, mais abrangente. Também sossegue você, criança da periferia ou adulto desacostumado ao ato de ler, sossegue se esse livro te parecer meio complicado. Com um pouco de insistência, um bom dicionário e alguma outra ajudinha, você vai ver que fica tudo fácil e bonito. Importa é não desistir, a não ser que não te agrade. Fazer o quê se nem Deus se agradou totalmente de suas obras...
Artigo 6º - Este livro é como uma espécie de ensaio ou experiência. Um quase, um quasar[3]. Ou muito melhor, uma Tentativa. Isso... Pois bem, esta obra é uma tentativa. Uma tentativa adolescente de assoprar para fora de mim meus próprios pensassonhos. Temo errar, mas se erro é por que tenho alma. É errando que se aprende. Mas acima de tudo, no princípio havia a dúvida.


[1] Teoria segundo a qual o universo irá se contrair e entrar em colapso sobre si mesmo, num futuro distante, devido à atração gravitacional.
[2] Pulsar: Estrela de nêutrons cujo eixo eletromagnético não coincide com seu eixo de rotação.
[3] Abrev. em inglês de Quasi-Stellar Radio Source. Núcleo galáctico ativo, altamente energético e muito distante.

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Imagem: Redon - Esqueleto.
Próximo release: 06/06/11.