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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Pensassonho



Que é esse vão palavrão?
Essa palavra inventada,
Esse dono sem cão,
Esse cão na estrada?


Pensassonho é um pensamento livre,
É livro livre, sonho que flui lento.
É rápido, é lógica, elétrico talento
Nos fios frios de lá de dentro do pensamento.

(É um fluido que se torna forma recipiente)

Pensassonho é liberdade da mente
que se sente.
Oxigênio suficiente.

Para gerar um pensassonho,
Fundir ferro com vento.
Dando aos pensamentos asas de sonho,
Dando aos sonhos força de pensamento.


Unir coisas antagônicas:
Juntar o dia e a noite.
Fazer amor em meio a piadas cômicas,
Derrotar ditadores, calar o açoite...

Pensassonho é uma base para construir.
É o início, tentativa de pensar sem pesar...
(Princípio da Incerteza).
— Portanto: 
                     pense, sonhe, pensassonhe.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Olá, alguém aí? Parte 2.


Para ver a primeira parte, basta descer até o post anterior. 

__________________

Parágrafo Único: Tentativa adolescente? Verdade, este é outro fator determinante na escultura da obra: em minha atual idade, sou considerado “adolescente”. Aí já viu. Adolescente... Uma criatura infame do mundo inferior – curioso, irresoluto, efêmero. Com a enorme tarefa de viver o tão desejado aqui e agora sem deixar de planejar o futuro. Enfim, um ser incompleto caminhando para ser... Caminhando para Ser (ponto).
Artigo 7º - Portanto, o fato é que com esta obra (Ó dó de ti) quero te levar a tentar e tentar comigo – que tentar é uma tentação... Verás. Mas tentar o que? Tentar crescer como ser humano, tentar alcançar entendimento e inspiração. Tentaremos juntos voar por sobre muralhas e sairmos da caverna da alienação. Verás.
Artigo 8º - Palavra de réu: nego a acusação de jogar palavras ao vento. Não, eu não jogo palavras ao vento. Eu elevo meus pensassonhos aos ventos e eles voam (para isso as asas). Pois não sou um ditador das palavras tampouco de suas interpretações, portanto lhe concedo a liberdade de tomá-las e colocá-las na forma que mais desejares, e se apropriar delas para que estas façam parte de sua vida (que, como a minha, não tem sentido predefinido). Quero fazer de minha vida e de minha obra um patrimônio comum de todos.
Artigo 9º - Autoria? Bem, se sou autor é por que fui eu quem (perdão pela palavra) vomitei isso aqui. Mas acaba nisso. A autoria é minha, mas o vômito em si não. Veio de mim, mas com graça vos dou – aprendi a compartilhar. Universalizo-me, eu que já sou cidadão cosmopolita. O conhecimento e a inspiração são de todos (se já disse, repito). Eu? Eu sou apenas um glóbulo nessa veia.
Artigo 10º - Pensassonhos por quê? Explico. Pensassonho é um fluido que toma a forma do recipiente que o guarda. Pensassonho não é exatamente um conceito firme, mas uma brincadeira de palavras que procura nos trazer simples ideias: pensassonhar, em suma, é o ato de poder pensar, de maneira fluida, própria e livre (livre de preconceitos e ideias criadas pelo capitalismo selvagem, pela mídia manipuladora, pela publicidade canibal etc.), libertando assim a inteligência e os talentos naturais para que estes possam ser usados na conquista dos sonhos e da felicidade.
Artigo 11º - A interpretação, claro. É fato que cada partícula deste livro guarda uma mensagem, mas não se sabe quantas mensagens cabem nas partículas. Certos poemas são inscritos em rocha, outras palavras podem estar escritas em nebulosas, vai saber. Fiz assim para que haja uma relação mentalmente sexual entre tu e este livro. Desta forma, não apenas a obra preencher-te-á, como tu preencherás a obra. Ao tentar interpretar esses hieróglifos, entenderás que certas vezes a mensagem é óbvia, e noutras circunstâncias a mensagem será criptografada. Assim, gerar-se-á confusão e daí nascerá o caos e então virão questões. O caos se encarrega de gerar. E a questão é a gênese do conhecimento.
Artigo 12º - E fiz assim (siga em frente) para criar um espécime de quebra-cabeças, com partes móveis e interligadas, as quais você certamente vai apalpar e remontar e colocar sob outros ângulos. Isto não é uma bíblia publicitária, mas um pequeno livreto de filosofia primordial, ou de simples observação. Este livro foi feito para ser visto de diversos ângulos, sob o olhar de diversos observadores, através de lentes multifocais. 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Olá, alguém aí? Parte 1.

Os primeiros seis artigos do primeiro capítulo de Pensassonhos. Enjoy!


Olá! Alguém aí? Por favor, atenção.
Artigo 1º - Este é meu ponto de partida e partindo daqui encontrarei meus rumos. Esta obra é meu primeiro esboço, meu rabisco, meu aprendizado, meu prólogo. Estas palavras todas são células tronco que se desenvolverão em tecido poético - filosófico - psicológico – científico etc., ou textos esparsos - contemplativos - inspirados - prosados - prostrados - propostos - indefiníveis. Acima de tudo, no princípio havia liberdade.
Artigo 2º - Este livro é meio esfumaçado em certos pontos e sólido em outros. Não espere aqui encontrar o sumo bem ou mandamentos concretos ou autoajuda. Tentei, com essas palavras, construir uma estrada em direção ao conhecimento (sobre mim e o resto), ou um caminho para que eu pudesse me expressar (sim, isso sim). Mas perdoai-me, pois sou náufrago de primeiro mar. Fiz o que minha vã filosofia permitiu. Assim eu humildemente lhe ofereço minhas entranhas, minhas quimeras mais intrínsecas, minhas tentativas e falhas.
Artigo 3º - Peço que sejas crítico, reflexivo. Não aceite facilmente minhas palavras. Deguste-as e as ponha sob um olhar de juiz. Critique-me, que tua crítica faz-me crescer. E faça o mesmo com tudo que te cerca.
Artigo 4º - Fique claro (haja luz): este livro não é estável. É como a vida. Escrevi como quem faz planos já sabendo que algum imprevisto pode sim ocorrer, talvez um flash, um big bang, um sequestro relâmpago, o tal do big crunch[1], sei lá. Escrevi como quem sonha (por amar um bom escapismo), contudo mantendo a noção da complexa realidade da existência (afinal, como poderia eu me desprender da existência?).  Escrevi conforme meus pulsares[2], ou conforme minhas frequências ultrassônicas inconstantes. E acrescento a essa receita uma quantidade enorme de: Eu. Egoísmo? Não, apenas a necessidade quase fisiológica de me expressar senão ai de mim.
Artigo 5º - Não te incomodes, Oh Intelectual, Oh Ser Super Súpero Supremo Altivo, se fiz desta obra, em certos momentos, uma coisa um tanto simplória. É que o simples é mais direto, mais abrangente. Também sossegue você, criança da periferia ou adulto desacostumado ao ato de ler, sossegue se esse livro te parecer meio complicado. Com um pouco de insistência, um bom dicionário e alguma outra ajudinha, você vai ver que fica tudo fácil e bonito. Importa é não desistir, a não ser que não te agrade. Fazer o quê se nem Deus se agradou totalmente de suas obras...
Artigo 6º - Este livro é como uma espécie de ensaio ou experiência. Um quase, um quasar[3]. Ou muito melhor, uma Tentativa. Isso... Pois bem, esta obra é uma tentativa. Uma tentativa adolescente de assoprar para fora de mim meus próprios pensassonhos. Temo errar, mas se erro é por que tenho alma. É errando que se aprende. Mas acima de tudo, no princípio havia a dúvida.


[1] Teoria segundo a qual o universo irá se contrair e entrar em colapso sobre si mesmo, num futuro distante, devido à atração gravitacional.
[2] Pulsar: Estrela de nêutrons cujo eixo eletromagnético não coincide com seu eixo de rotação.
[3] Abrev. em inglês de Quasi-Stellar Radio Source. Núcleo galáctico ativo, altamente energético e muito distante.

...

Imagem: Redon - Esqueleto.
Próximo release: 06/06/11.


domingo, 29 de maio de 2011

Pensassonhos, o Lançamento





Quem?

Israel Araujo da Silva é paulistano de 1993. É estudante, ativista, poeta, escritor, compositor, aprendiz das artes e da filosofia. É jovem, como tudo que há de novo num mundo tão rápido e prematuro. De sua juventude nasce a dúvida, a incerteza, o frenesi do pensamento e das aspirações futuras. De sua história de vida nasce a dor, o descontentamento para com o mundo como ele está, a força revolutiva de quem viu de perto a opressão do crime e da pobreza. Proveniente de família humilde, sua história é repleta de acidentes. "Lembro das enchentes que levavam barracos, da água-barro que sepultava a pobreza daquele lugar. A cocaína das bocas de tráfico dissolvia-se na chuva. Os móveis flutuvam...", diz ele, lembrando-se de um período sinistro de sua vida. Sempre curioso, começou a demonstrar seu talento aos oito anos de idade, devido à um "protoamor", como ele mesmo afirma. "Entre as brigas com minha avó, eu pensava numa garotinha. Escrevia", diz. Mas por muito tempo não levou à sério a atividade, até que completou 16 anos de idade, quando decidiu levar à cabo o projeto de seu primeiro livro, intitulado Pensassonhos. O livro, segundo o autor, é marcado de "uma incerteza instigante, a própria condição adolescente, uma busca didática para a compreensão de temas como o amor, a condição humana, a violência, a memória, o tempo, o vazio, a guerra..." e tantos outros. O autor não só desfruta de uma pluralidade temática / técnica / textual. De fato, o desejo do jovem é ser multifacetado como o multiverso, extender seus horizontes além das fronteiras, das especializações. "Sei o que quero", diz ele, "vou estudar filosofia e pretendo ser um multiartista pensador". Assim segue Israel Silva, inseparável de sua adolescência, trabalhando em outras obras. "Estou trabalhando em outro livro, Extramundo, que apresentará uma poesia muito mais experimentalista e madura; também estou trabalhando em composições para meu primeiro CD demo, e tenho outros projetos em fotografia, teatro, artes plásticas e projetos filosóficos. Acho que não devo ser rotulado ainda: pretendo ser amplo, pretendo surpreender muito em breve."

Uma nova revelação literária

Novo na cena das artes, o jovem considera-se um "náufrago de primeiro mar" experimental. Deste jovem nasce uma poesia sistêmica, livre, sem barreiras temporais ou textuais, um fluxo de pensamento e de sonho que experimenta o romântico e o contemporâneo. Em textos transmodernos, mostra-se a vida como uma constante experimentação em busca de alguma verdade, passeando com as palavras entre temas diversos, desde o amor, a arte e o tempo, até a liberdade, a alienação da sociedade, a corrupção do ser humano. Tudo isto está imerso numa estética propositalmente jovem e ingênua, tornando a sua poesia humanista num instrumento didático.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

#Diário: Faço figas por boa sorte.

Começou 2011. Não muitas coisas aconteceram, mas já temos notícias.
O primeiro natal com meu 3º padrasto foi bom, não menos que a virada de ano. As vezes minha e ele discutem, mas nada grave. É que minha mãe insiste em querer um homem "perfeito". Ela até parece uma garota aos dezesseis, mesmo nessa altura do campeonato. Tudo bem, todavia.
Terminei meu livro (Pensassonhos) já antes da virada, e consegui também entrar em contato com uma editora. Em breve terei uma resposta. Em todo caso, já o mandei para registro na Biblioteca Nacional. Faço figas por boa sorte.
Ah, como é bom notar o quanto eu cresci, o quanto evoluí e aprendi, o quanto amadureci com este livro. Ah sim, as pesquisas, as inspirações... Vocês verão, meus caros. Hão de ver meus pensassonhos.
Amanhã viajo e espero curtir bastante, por isso talvez eu demore à voltar. Mas preparo um bom retorno, prometo.
No mais, estou apenas ansioso para começar a estudar no Colégio Objetivo e na Skill. Caros, ainda não me caiu a ficha, rsrs. Também, quero ver quanto tempo demoro para me pegar com uma garota por lá, hahaha. Espero que não muito.
Sabe, quero mesmo é aproveitar meus dezessete anos e fazer de 2011 um ano memorável, tão ou mais do que foi 2010. Enfim, faço figas por boa sorte.

"Não sei se alguma vez tiveste dezessete anos. Se sim, deves saber que é a idade em que a metade do homem e a metade do menino formam um só curioso." - Machado de Assis, em Dom Casmurro.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Antes da Insônia (Israel Silva)

Aqui está um trecho de um de meus poemas, chamado "Antes da Insônia".

Ficam entre minha cabeça fervilhando
Na cabeça minha ficam horrores
E insetos ziguezague...ando.

Nesse meu espaço vazio
Só existem agulhas

Nadam pensamentos submersos em sono
Pensam lentos providos de brânquias...

 Israel Silva. Todos os direitos reservados.
 



Então, quer ver mais? Aguarde meu livro, rsrs...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Informação Nutricional




Sobre o blog:

Pensassonhos é um blog criado para ser minha principal plataforma de expressão virtual. Nele, o leitor encontrará muita poesia, bem como prosas e outros gêneros textuais. Quem liga para os gêneros textuais... O negócio aqui é simples: abordar filosófica e artisticamente qualquer tipo de matéria ou energia, com uma visão multifocal e sistêmica, mas dando ênfase aos acontecimentos da minha própria vida, da sociedade e da vida como um todo.
Também me dou a ousadia de fazer críticas de livros, peças teatrais, filmes etc. Em breve também postarei aqui algumas entrevistas. Aguarde...

Sobre o autor:

Israel Araujo da Silva é paulistano de 1993. Proveniente de família humilde, sua história é repleta de acidentes, contendas familiares, incertezas infindas. "Lembro das enchentes que levavam barracos, da água-barro que sepultava a pobreza daquele lugar. A cocaína das bocas de tráfico dissolvia-se na chuva. Os móveis flutuvam...", diz ele, lembrando-se de um período sinistro de sua vida. Sempre curioso, começou a escrever aos oito anos de idade, devido à um "protoamor", como ele mesmo afirma. "Entre as brigas com minha avó, eu pensava numa garotinha. Escrevia", diz. Mas por muito tempo não levou à sério a atividade, até que completou 16 anos de idade, quando começou a escrever seu primeiro livro, intitulado Pensassonhos. O livro, segundo o autor, é marcado de "uma incerteza instigante, a própria condição adolescente, uma busca didática para a compreensão de temas como o amor, a condição humana, a violência, a memória, o tempo, o vazio, a guerra..." e tantos outros. O autor não só desfruta de uma pluralidade temática / técnica / textual. De fato, o desejo do jovem é ser multifacetado como o multiverso, extender seus horizontes além das fronteiras, das especializações. "Sei o que quero", diz ele, "vou estudar filosofia e pretendo ser um multiartista pensador". Assim segue Israel Silva, inseparável de sua adolescência, trabalhando em outras obras. "Estou trabalhando em outro livro, Extramundo, que apresentará uma poesia muito mais experimentalista e madura; também estou trabalhando em composições para meu primeiro CD demo, e tenho outros projetos em artes plásticas e filosofia. Acho que não devo ser rotulado ainda: pretendo ser amplo, pretendo surpreender muito em breve." Veremos. 

Israel Silva também participa de projetos culturais e saraus.