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domingo, 28 de agosto de 2011

Motivar-te!



Serve pra desafogar-se e inundar-se de Vida Viva e sem disfarce; É para amar o amor mar, para não matar, para se deixar se chorar; Para ir carpir o mato que cresce no seu tato; Lembrar, lembrar e se esquecer; respirar pirotécnico e pirar e sufocar as mágoas, voar águas e beber águias; para apaixonar-se quebrar o céu rasgar o véu; para fugir e se achar...

Pra dar amar amor fulgor; pra vicissitudes vícios atitudes altitudes quietas quitutes sutis vis civis; pra palavrear palavrão tão teto quanto chão tão sim quanto não coração arroz feijão são; pra louco demente mente semente sente maluco doido tendo ido longe demais por hoje; pra (des)organizar as coisas num lugar achar noutro (des)encontrar; pra (ar)tesão beijo paixão sexo sem nexo; pra feliz aprendiz fossa bossa nossa coça roça moça bonita e meu violão!; 

pra inteligência ciência crença raça  religião mundão inteiro!; pro (a)normal ser humano racional transcendental (in)orgânico animal elétrico eletrônico biônico robótico ciborgue telescópico; pra todas as criaturas vivas do universo; pros alienígenas (des)alienados e civilizações extras extraterrestres extrauniversais extraordinárias ordinárias ou não; pro irreal tópico utópico imaginário... Pra tudo!

Arte! Pois somos humanos!

domingo, 7 de agosto de 2011

Ô Mãe! (Mãe e filho num ponto de ônibus)



—Ô mãe!
— Quê.
— Aquele moço ali tá todo sujo de tinta, óia.
— É.
— Por quê?
— Por que ele está trabalhando.
— Ah...
O menino fez uma pausa. Depois, novamente uma feição interrogativa. Perguntou:
— Ele é pintor?
— Mais ou menos, filho. Ele pinta paredes. E pelo jeito é bom nisso, olha como está ficando!
— Ahn... Mas os pintores não são artistas?
— Nem todos. Esse aí é só um pintor de paredes.
— Ahn... Ô mãe!
— Que é... — Disse a mãe, perdendo a paciência.
— Ele é forte, né? É grandão.
— É que ele deve trabalhar muito, filho.
— Pra ficar musculoso pras mulheres?
A mãe gargalhou.
— Não, filho. Ele trabalha pra se sustentar, pra ganhar dinheiro.
— Ahn... Mas ele tá com uma cara triste.Será que ele é um pintor feliz?
— Sei lá se ele é feliz.
— Você nem se importa? — Perguntou a criança, surpresa, ingênua.
— Ué, filho, e o que é que eu posso fazer?
— Ah, sei lá. Mas ele não é pintor? Os pintores não são artistas? Os artistas não ficam felizes mexendo com aquelas cores bonitas?
A mãe ficou meio tonta. Quantas perguntas!
—Filho, em primeiro lugar, os artistas são malucos... E aquele moço não é artista, ele só pinta paredes! E ainda se suja todo e morre de calor debaixo desse sol forte.
— Peraí! —O garoto franziu a testa e segurou o queixo, como um pequeno pensador. — Então ele suporta o cansaço, a sujeira e o calor pra deixar a casa dos outros mais bonita? Então esse cara é um artista sim, e dos loucos.
A mãe se impressionou com o filho. Depois tentou explicar-lhe:
— Não filho. Esse homem não é artista, nem é louco. Ele faz isso porque precisa de dinheiro — disse ela, gesticulando “dinheiro” com os dedos.
— Ele sofre por causa de dinheiro? Mas o dinheiro serve pra quê se ele sofre? Esse cara é doido, mãe. Tô te dizendo...
A mãe riu um pouco e continuou.
— Filho, dinheiro serve pra comprar comida.
— E depois cagá tudo...
— Filho! Olha a boca!
— Desculpa. Mas eu acho que ele devia ser artista, sabe, parar de sofrer assim. Quem sabe, se ele for bom, pode ganhar dinheiro e comprar comida!
— Ai, esse ônibus que não chega... —Exclamou a mãe, impaciente. — Filho, para de fazer tantas perguntas! Você só tem nove anos! Não pode querer resolver os problemas dos outros.
—Tá bom mãe... — Disse o garotinho, triste...
Fizeram uma pausa. O ônibus já estava chegando, mas o garoto não tirava os olhos do pintor. Foi então que:
— Já sei mãe! Então quem vai virar artista sou eu!

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Imagem: Obra de Paul Klee



sábado, 2 de julho de 2011

Sistema Nervoso

O que é a revista crase?


Desde a chegada da internet ao nosso cotidiano, a facilidade com que obtemos informações vem aumentando e, em consequência nossa necessidade por tais informações e a rapidez com que as conseguimos. Infelizmente, mesmo na internet, grande parte ainda é manipulada, e é aí que entra a Revista Crase. Através de uma publicação mensal e com lançamento todo dia cinco, queremos preencher o vácuo cultural promovido por essa veiculação surpreendentemente superficial de informações através de um site dinâmico, rápido, fácil de manusear e claro, sua gratuidade, disponibilizamos informações, matérias, temas, de forma clara, limpa e verdadeira. Matérias intocadas pelos poderes superiores de conveniência.
Nossa principal intenção é simplesmente exaltar ideais, movimentos, cidadãos inconformados que fizeram e/ou fazem a diferença em nossa sociedade, para servir de exemplo e inspiração.


Sistema Nervoso, a Coluna de Israel Silva na Revista Crase.

Olá! Espero que você esteja bem acordado pois isso aqui vai hiperestimular suas sinapses. A intenção aqui é, através do trabalho de expressão do espírito (Arte), provocar o movimento das partículas. A poesia é excitante sim, e quando surge, faz nascer consigo a revolução da consciência. Entendeu? Se sim ou não, respire... e grite! Bom. Agora que você está no ponto, suba na barca.

Imagem: Obra de Kumi Yamashita



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cartas da Terra

Após alguns golpes de sorte, ganhei uma coluna no Jornal de Terra Preta. Fiquei muito feliz! Portanto, com vocês, o primeiro poema da coluna, que dedico à Terra Preta, esse pequeno lugarzinho maravilhoso. Espero que gostem.
...





“Cartas da Terra”



Retribuo à esta Terra que bem me acolheu
Por meio destas cartas bem colhidas
O acalanto que recebo de seus ventos
E que me inspira à colher pétalas caídas


Pois o singelo e simplório suspiro teu,
Oh Terra de belezas tão tímidas,
É plangente e alimenta o poeta
Que à ti oferece estas trovas vivas


Terra Preta, alva terra de amores que clamam:
Não te meças pela extensão de seus prados
Mas pelo tamanho dos corações que neles vagam...

 
Copyright © 2010 por Israel Silva
Todos os direitos reservados.



quarta-feira, 16 de junho de 2010

Informação Nutricional




Sobre o blog:

Pensassonhos é um blog criado para ser minha principal plataforma de expressão virtual. Nele, o leitor encontrará muita poesia, bem como prosas e outros gêneros textuais. Quem liga para os gêneros textuais... O negócio aqui é simples: abordar filosófica e artisticamente qualquer tipo de matéria ou energia, com uma visão multifocal e sistêmica, mas dando ênfase aos acontecimentos da minha própria vida, da sociedade e da vida como um todo.
Também me dou a ousadia de fazer críticas de livros, peças teatrais, filmes etc. Em breve também postarei aqui algumas entrevistas. Aguarde...

Sobre o autor:

Israel Araujo da Silva é paulistano de 1993. Proveniente de família humilde, sua história é repleta de acidentes, contendas familiares, incertezas infindas. "Lembro das enchentes que levavam barracos, da água-barro que sepultava a pobreza daquele lugar. A cocaína das bocas de tráfico dissolvia-se na chuva. Os móveis flutuvam...", diz ele, lembrando-se de um período sinistro de sua vida. Sempre curioso, começou a escrever aos oito anos de idade, devido à um "protoamor", como ele mesmo afirma. "Entre as brigas com minha avó, eu pensava numa garotinha. Escrevia", diz. Mas por muito tempo não levou à sério a atividade, até que completou 16 anos de idade, quando começou a escrever seu primeiro livro, intitulado Pensassonhos. O livro, segundo o autor, é marcado de "uma incerteza instigante, a própria condição adolescente, uma busca didática para a compreensão de temas como o amor, a condição humana, a violência, a memória, o tempo, o vazio, a guerra..." e tantos outros. O autor não só desfruta de uma pluralidade temática / técnica / textual. De fato, o desejo do jovem é ser multifacetado como o multiverso, extender seus horizontes além das fronteiras, das especializações. "Sei o que quero", diz ele, "vou estudar filosofia e pretendo ser um multiartista pensador". Assim segue Israel Silva, inseparável de sua adolescência, trabalhando em outras obras. "Estou trabalhando em outro livro, Extramundo, que apresentará uma poesia muito mais experimentalista e madura; também estou trabalhando em composições para meu primeiro CD demo, e tenho outros projetos em artes plásticas e filosofia. Acho que não devo ser rotulado ainda: pretendo ser amplo, pretendo surpreender muito em breve." Veremos. 

Israel Silva também participa de projetos culturais e saraus.